O motorista consciente sabe da importância dos
sinais luminosos de um veículo, para a segurança no trânsito, pois é para isso
que eles existem. Há quem pense, por exemplo, que as setas só servem para informar
ao veículo que vem logo atrás, que se vai fazer uma conversão à esquerda ou à
direita. Mas, não é só para isso que elas servem, não. Elas também informam aos
pedestres sobre nossa intenção de realizar uma dessas manobras, fazendo com que
os mesmos saibam como devem agir, para a sua segurança.
As setas são umas das formas que nós condutores
podemos nos comunicar com os outros, sejam eles motoristas, motociclistas,
ciclistas ou pedestres. Amigos, nós precisamos nos conscientizar da importância
de usar todos os recursos disponíveis no veículo, para evitarmos acidentes.
Campanhas de alerta sobre o uso correto das setas
no trânsito têm sido promovidas em várias partes do país. Confira este link
interessante no portal G1 sobre uma dessas campanhas em Vitória, no Espírito
Santo.
Relembro a vocês que o CTB (Código de
Trânsito Brasileiro) diz no art. 35 que: “Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento
lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida
antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo
gesto convencional de braço”.
Relembro, também, que: “Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de
braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização
da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação”
é uma infração grave passível de multa no valor de R$ 127,69 além da perda de 5
pontos na habilitação”, segundo o art. 196 do CTB.
Portanto, galera, aqui vai um conselho: De vez em
quando, dê uma lida no Código de Trânsito Brasileiro. Não custa nada. Admito
que possa parecer chato e confuso, às vezes. Eu sei disso, mas é extremamente
necessário e tenho certeza de que, se você seguir pelo menos 50% do que está
escrito lá, com certeza você não tomará multas. A multa, na verdade, é
sempre o de menos. O ruim mesmo, é você saber que outra pessoa morreu ou ficou
com seqüelas permanentes, devido a um acidente causado por sua falta de
consciência ou de conhecimento das regras de trânsito e, o pior de tudo, sem
necessidade.
Como seres humanos que somos, criamos, no decorrer
da vida, diversas manias, sejam elas boas ou ruins, não é verdade? Então,
porque não criamos manias de fazermos coisas certas? Faça da seta uma
“mania” do bem. Seja mais humano no trânsito e entenda que uma atitude tão
simples como essa pode evitar graves acidentes, para você e para os outros.
Segurança no Trânsito é um dever de todos!!
Waguinho Correia
*Curiosidade:
Já aconteceu de você
estar na estrada, atrás de um ônibus rodoviário, pensando em ultrapassá-lo e
ele liga e seta para esquerda ou direita? Pois bem, nas rodovias, nós
motoristas profissionais costumamos utilizar esses sinais luminosos, de forma
auxiliar, é claro, para alertar aos condutores que pretendem nos ultrapassar.
Quando vemos que não será possível a realização dessa manobra com segurança,
por diversos motivos, tais como: faixa contínua logo a seguir, má visibilidade,
veículos vindo em sentido contrário e por aí vai... Nós ligamos a seta para a
esquerda, avisando que a manobra não deve ser feita e, quando a ultrapassagem
pode ser feita com segurança, ligamos a seta para a direita, indicando que não
há obstáculos à frente.
Esta utilização da seta
não é regulamentada pelo CTB, mas é uma prática de cortesia muito comum,
utilizada por motoristas profissionais.
Portanto, fique atento. Quando você estiver
trafegando atrás de um ônibus da UTIL e você quiser ultrapassá-lo e o motorista
ligar a seta para a esquerda, não fique chateado. Certamente, há algum perigo à
frente que lhe impedirá de fazer a manobra com segurança, valeu? Lembre-se de que
o motorista rodoviário é experiente e faz as rotas com mais freqüência que você
e só está querendo ajudá-lo. Fica aí a minha dica!
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"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
Voltaire